Sem acordo, servidores da Educação mantêm greve e cobram proposta da Prefeitura de Rio Branco

Redação
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Os profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco iniciaram, nesta quarta-feira,20, o primeiro dia de greve da categoria. Centenas de professores e funcionários de escolas se concentraram em frente à Prefeitura para cobrar avanços nas negociações salariais e atendimento das pautas reivindicadas.

Entre os principais pontos defendidos pelos trabalhadores estão o reajuste do piso do magistério referente aos anos de 2024, 2025 e 2026 para professores e funcionários, além da elevação do piso inicial dos servidores de R$ 1.400 para R$ 1.621, com acréscimo dos percentuais aplicados ao magistério.

Durante o movimento, a comissão de negociação do sindicato se reuniu com o secretário de Articulação Institucional, Márcio Pereira, e com o secretário de Finanças, Wilson Leite.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a reunião terminou sem uma proposta oficial por parte da gestão municipal.

“A prefeitura não apresentou proposta, e a greve continua”, afirmou a sindicalista.

Rosana explicou ainda que, durante as discussões, surgiu a possibilidade de parte do reajuste previsto para novembro ser paga em formato indenizatório. No entanto, a categoria demonstrou resistência à ideia por entender que a medida deixaria aposentados de fora do benefício.

“Não queremos em forma de abono porque os aposentados não vão receber. O entendimento é que, se houver essa alternativa, ela precisaria ocorrer em formato que alcance todos”, declarou.

De acordo com a dirigente sindical, também foi debatida a possibilidade de utilização de recursos vinculados aos fundos da educação para viabilizar a proposta. Apesar disso, ela reforçou que nenhuma definição foi formalizada.

Rosana informou que a prefeitura deve voltar a conversar com o comando de greve, mas destacou que a categoria só irá analisar uma proposta oficial e mantém a defesa de que qualquer percentual negociado seja incorporado aos salários.

“Isso ainda não é uma proposta, foi uma discussão. Proposta é aquilo que vier oficialmente. E nós queremos que em novembro esteja incorporado aos salários”, concluiu.

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