Não é bem esta a nossa Pré-história, mas tem coisa muito interessante por aqui, com uma vasta riqueza de materiais fósseis encontrados em seu solo, o Acre é considerado há anos uma verdadeira referência brasileira de Paleontologia.
O Acre abrigou até criaturas maiores que os grandes dinossauros. Conheçam algumas destas criaturas gigantescas e interessantes que já habitaram o território Acreano.️
Purussaurus Brasiliensis – Os ossos do jacaré gigantesco são sem dúvidas as maiores descobertas da paleontologia Acreana. Considerado um dos maiores predadores carnívoros que já existiu na Terra. Estima-se que ele chegava a ter 18 metros de comprimento. Ele foi achado no Alto Rio Acre, perto de Assis Brasil, em 1986. Estes majestosos lagartos habitaram a terra entre 8 a 5 milhões de anos atrás.
Mourasuchus nativus – Foi outro réptil gigante, chegando até 12 m de comprimento, que viveu no período Mio-Pliocênico, entre 5 a 8 milhões de anos atrás, posterior ao tempo do Purussaurus. O primeiro crânio do Mourasuchus nativus, ou amazonensis, foi encontrado no Acre, precisamente no Rio Juruá, em 1964. Foi um crocodilo próprio da America do Sul, que possuía o apelido de ‘bico-de-pato’ pelo crânio largo, bem longo, com um formato bastante achatado e com uma mandíbula que comportava cerca de 50 dentes e tinha certo volume embaixo que lhe garantiam a aparência real de um pato.
Hesperogavialis sp. – Semelhantes ao tipo anterior, estes crocodilos também viveram no final do período Miocênico, entre 8 a 5 milhões de anos, eram carnívoros e tinham o formato da face demasiadamente alongado, com mandíbulas ainda mais finas e afiadas. O seu principal fóssil achado no Acre é um dos mais (senão o mais) completos do mundo, o que o torna bem particular da região. Um detalhe bem interessante é que ele é similar ao crocodilo da Família Gavialídae que hoje só existe em rios asiáticos, perto da Índia.
Stupendemys – Trata-se do maior quelônio de água doce que já habitou o planeta. Sua carapaça media cerca de 1,8 m de comprimento, somados a mais 0,5 m às demais partes do corpo. Eram répteis que passavam o dia tomando sol às margens de rios e mergulhavam para se alimentar de plantas e peixes. Infelizmente para estes ‘bichinhos’, viveram no mesmo período de jacarés gigantes, como o Purussaurus, servindo-lhe de presas fáceis. Os fósseis do Stupendemys descobertos resumem-se à cintura pélvica e outros fragmentos do Pleurodira, no sítio Cachoeira da Bandeira, Rio Acre.
Podocnemis sp. – Outro grande quelônio de água doce, que também viveu no período Miocênico Superior e serviu de alimento para enormes jacarés. O fóssil deste animal coletado em 1982, nos barrancos do Rio Acre, perto de Assis Brasil, fronteira Brasil/Bolivia e Peru, é bem mais completo do que o do quelônio anterior.
Toxodonte – São animais parecidos com os hipopótamos (inclusive no tamanho), que habitaram o continente durante quase toda a Era Cenozóica (65 milhões – atualidade, Era que compreendeu o período Miocênico inteiro). Eram animais que se alimentavam de plantas, pesados, robustos, com pescoços curtos e patas bem volumosas. O material foi achado no Alto Rio Acre.
Mastodonte – Por incrível que pareça, o Acre já teve até espécimes de elefantes. Eram os Mastodontes, mais precisamente os Haplomastodon waringi, que viveram durante o Pleistoceno (2 milhões – 10 mil anos atrás) em toda a América do Sul e do Norte. Eram herbívoros e tinham tamanhos similares aos dos elefantes atuais. Ele foi coletado no Alto Rio Juruá.
Preguiça Gigante – Como bem detalha o nome, foram animais parecidíssimos com as preguiças de hoje, mas se diferenciavam pelo tamanho (atingiam 6 m de altura), hábitos de andar na terra e por uma garra a mais. Também eram herbívoras. Habitaram toda a América do Sul, Central e chegaram até a do Norte. No Acre, foi coletado um pedaço do lado esquerdo da mandíbula da preguiça Eremotherium sp., no sítio Arenal, Alto Rio Juruá. Uma curiosidade sobre essas preguiças é que muita gente as associam a uma figura folclórica da nossa terra, que é o famoso Mapinguari. Supostamente, uns dizem que o monstro seria uma espécie remanescente de preguiça-gigante.
O texto é de autoria da pagina Geografia do Acre

