Mpox: entenda a doença que gera preocupação global

Redação
3 Leitura mínima

Uma doença viral que por décadas foi considerada rara e restrita a regiões da África passou a chamar atenção internacional após a ampliação de casos em diferentes países. A mpox, anteriormente conhecida como monkeypox (varíola dos macacos), é uma infecção causada por um vírus da família Orthopoxvirus, a mesma da varíola.

Embora pertença à mesma família viral, a mpox costuma apresentar quadro clínico mais leve do que a antiga varíola humana, erradicada em 1980. Ainda assim, a disseminação recente levou autoridades de saúde a reforçar medidas de vigilância e prevenção.

Transmissão e sintomas

A transmissão ocorre principalmente por:

Contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou secreções respiratórias de pessoa infectada; Contato íntimo ou prolongado com alguém doente; Contato com objetos contaminados, como roupas e roupas de cama; Em alguns casos, contato com animais infectados.

Entre os principais sintomas estão:

Erupções cutâneas ou lesões na pele, que podem ser dolorosas; Febre; Dor de cabeça; Dores musculares; Inchaço dos gânglios linfáticos; Cansaço. As lesões costumam evoluir por estágios e podem durar de duas a quatro semanas.

Prevenção e tratamento

A prevenção envolve evitar contato próximo com pessoas infectadas, higienizar frequentemente as mãos e seguir orientações das autoridades sanitárias.

A vacinação é recomendada para grupos de maior risco em determinados contextos epidemiológicos, especialmente profissionais de saúde e pessoas que tiveram exposição confirmada ao vírus.

Não há um tratamento específico para a maioria dos casos leves, sendo indicada a abordagem sintomática. Em situações mais graves ou em pacientes com risco aumentado de complicações, podem ser utilizados antivirais sob orientação médica.

Situação global

A mpox foi identificada pela primeira vez em 1958, em pesquisas com macacos, mas o primeiro caso humano foi registrado em 1970. Em 2022, diante do aumento expressivo de casos em diversos países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a doença uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

Desde então, autoridades sanitárias seguem monitorando a situação e reforçando campanhas de informação, vigilância epidemiológica e estratégias de controle.

Especialistas destacam que a informação correta e o combate à desinformação são fundamentais para evitar pânico e garantir resposta adequada à doença.

No Acre o caso suspeito foi descartado pela secretaria municipal de saúde de Rio Branco.

MARCADO:
Compartilhe este artigo
Seguir:
A notícia além do óbvio: para pensar, aprender e sorrir.
Nenhum comentário