Gladson Cameli (PP), ex-governador do Acre, teve a candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026 rejeitada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). O julgamento aconteceu nesta sexta-feira,11, durante sessão no plenário da Corte, em Rio Branco, e terminou com decisão unânime pelo indeferimento do registro.
A ação teve origem em uma impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, que questionou a possibilidade de candidatura de Cameli com base nas regras de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa.
Entre os argumentos apresentados pelo órgão está a condenação do ex-governador pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabeleceu pena de 25 anos e 9 meses de prisão em decisão tomada por órgão colegiado.
O processo nº 0600481-67.2026.6.01.0000 foi relatado pelo juiz Thalles Vinícius. A sessão desta sexta-feira foi presidida pela desembargadora Waldirene Cordeiro, presidente do TRE-AC.
Com a decisão, Gladson passa a ser o único dos oito candidatos que disputam as duas vagas destinadas ao Acre no Senado a ter o registro indeferido pela Justiça Eleitoral neste momento.
Caso ainda pode ser levado ao TSE
Apesar da decisão do TRE-AC, a candidatura não é considerada definitivamente encerrada. A defesa de Gladson Cameli ainda possui a possibilidade de recorrer da decisão.
Na impugnação, o Ministério Público Eleitoral argumentou que a condenação criminal determinada pelo STJ, por um órgão colegiado, enquadra o ex-governador em hipótese de inelegibilidade estabelecida pela Lei da Ficha Limpa.
Os advogados de Cameli apresentaram contestação e defenderam que o registro fosse mantido. Agora, com a decisão desfavorável no TRE-AC, a defesa poderá buscar a revisão do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

