Duas operações deflagradas pela Polícia Federal nesta terça-feira ,21, colocaram sob investigação suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos e o repasse de informações sigilosas relacionadas a ações policiais no Acre. As operações Ptolomeu IV e Umbra também apuram uma suposta estrutura criada para acompanhar atividades da PF e beneficiar pessoas investigadas em fases anteriores da Operação Ptolomeu.
Entre os principais alvos está o ex-governador Gladson Cameli, candidato ao Senado.
A Operação Ptolomeu IV é realizada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e possui duas linhas de apuração. Uma delas está relacionada ao contrato para a construção inicial da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC).
Uma auditoria da CGU apontou indícios de superfaturamento provocados pela execução parcial dos serviços. O valor estimado é de aproximadamente R$ 1,2 milhão, referente a trabalhos que teriam sido medidos e pagos, mas que não teriam sido concluídos.
A outra frente investiga o possível envolvimento de um ex-servidor terceirizado e de um agente da própria Polícia Federal no fornecimento indevido de informações sobre operações policiais.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o sequestro de bens e valores pertencentes aos investigados, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento dos recursos públicos. A Corte também autorizou uma série de medidas cautelares.
Entre as determinações estão o afastamento de função pública, a proibição de contato entre os investigados e a restrição de acesso a determinados órgãos públicos. Também foi proibida a saída da comarca de residência e do país, sendo determinada a entrega dos passaportes à Superintendência da Polícia Federal no Acre no prazo de 24 horas.
Durante as diligências, foram apreendidos valores em dinheiro vivo com alguns dos investigados. A quantia localizada até o momento é estimada em cerca de R$ 1 milhão.
Além disso, três suspeitos foram presos em flagrante por posse ilegal de armas de fogo.





