Especialista em segurança pública analisa ataque em escola de Rio Branco e aponta falhas

Redação
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O especialista em segurança pública Rodrigo Pimentel fez uma análise sobre o ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, na última terça-feira (5), que terminou com a morte de duas funcionárias da unidade escolar.

Durante a análise, Pimentel homenageou as vítimas e destacou que casos semelhantes vêm se repetindo em diversas regiões do país nos últimos anos.

“Perdemos ontem a tia Zena e a tia Raquel. Antes disso, outras profissionais da educação também morreram tentando proteger alunos dentro das escolas. Foram verdadeiras heroínas”, afirmou.

Segundo o especialista, uma das principais camadas do problema está relacionada ao bullying escolar e à falta de protocolos eficientes para identificação e resposta rápida aos casos.

“Em grande parte dessas ações, existe um histórico de bullying que não foi identificado ou combatido de forma adequada pela escola”, pontuou.

Pimentel também criticou a falta de cautela no armazenamento da arma utilizada no ataque e defendeu mudanças mais rígidas na legislação para responsabilizar proprietários de armas em casos semelhantes.

“O responsável pela arma deveria responder de forma mais severa quando há negligência e o armamento é usado em tragédias como essa”, declarou.

Outro ponto levantado pelo especialista foi a necessidade de prevenção nas escolas. Ele orientou pais e responsáveis a cobrarem das instituições protocolos de segurança, ações preventivas e treinamentos para situações de emergência.

“É preciso perguntar se a escola possui protocolo contra bullying, plano de emergência e ações preventivas. A prevenção precisa acontecer antes da tragédia”, destacou.

Ao final, Rodrigo Pimentel voltou a prestar homenagem às funcionárias mortas no ataque, ressaltando que elas colocaram a própria vida em risco para proteger os estudantes.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Acre.

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