O Governo do Acre, por meio do Instituto de Meio Ambiente (Imac), vem intensificando o licenciamento ambiental da suinocultura no estado, transformando a atividade em um pilar estratégico que une desenvolvimento econômico e preservação. O que antes era visto apenas como uma barreira burocrática, hoje é compreendido pelos produtores como um selo de viabilidade para o negócio, garantindo acesso a mercados mais exigentes e reduzindo custos operacionais.
Um dos grandes diferenciais dessa gestão ambiental é a transformação de passivos em ativos: com o tratamento adequado, os dejetos dos animais deixam de ser um problema ambiental para se tornarem fertilizantes orgânicos. Essa prática substitui o uso de adubos minerais — que enfrentam constantes altas de preço — gerando uma economia direta para quem produz e fortalecendo a sustentabilidade das propriedades rurais. Segundo André Hassem, presidente do Imac, o objetivo é garantir que as famílias permaneçam no campo com estabilidade financeira e produção responsável.
No balanço de 2025, os dados da Divisão de Uso do Solo do Imac apontam que a produção está concentrada nos municípios de Epitaciolândia e Brasileia. Atualmente, 22 propriedades estão devidamente licenciadas, o que representa uma capacidade de armazenamento de 47.228 suínos, operando em um ciclo produtivo médio de 100 dias.
A infraestrutura do setor também ganha fôlego com o licenciamento de duas Unidades de Produção de Leitões (UPLs). Enquanto a unidade de Brasileia já opera plenamente há anos, a nova planta em Epitaciolândia está em fase de implantação. Esse avanço consolida o compromisso do estado em fornecer suporte técnico e jurídico para que o produtor acreano compita em alto nível, respeitando os limites da natureza e gerando novos postos de trabalho.

