Formandos da Polícia Penal fazem “aniversário” de um ano sem nomeação e protestam na Ponte JK

Redação
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Com um bolo e uma vela acesa, os formandos do concurso da Polícia Penal do Acre transformaram a tarde desta quinta-feira, 9, em um ato simbólico de protesto na Ponte Juscelino Kubitschek, em Rio Branco. A manifestação marcou um ano desde a conclusão do curso de formação e teve como principal objetivo cobrar do governo do Estado a nomeação dos candidatos remanescentes do certame.

O protesto contou com acompanhamento da Polícia Militar e causou congestionamento entre o Primeiro e o Segundo Distrito da capital. Os manifestantes realizaram bloqueios intermitentes na ponte, interrompendo o trânsito por alguns minutos e liberando a passagem dos veículos em seguida, repetindo a ação ao longo da tarde.

Segundo os aprovados, o curso de formação foi concluído em 7 de julho de 2025 e, desde então, eles aguardam a convocação para assumir os cargos. O grupo afirma que todas as etapas do concurso já foram cumpridas e que existe respaldo legal para novas nomeações.

De acordo com os candidatos, uma lei estadual autoriza a nomeação de até 1.403 policiais penais. Eles alegam que 1.296 aprovados já foram convocados, enquanto outros 117 permanecem aguardando a nomeação.

Uma das representantes do movimento, Jéssica, afirmou que os aprovados buscaram resolver a situação por meio do diálogo e participaram de reuniões com integrantes do governo estadual, mas não obtiveram uma resposta definitiva sobre a convocação dos remanescentes.

Sem avanços nas negociações, os formandos decidiram intensificar a mobilização e levar a reivindicação às ruas. Durante o ato, o bolo e a vela simbolizaram o “aniversário” de um ano de espera após a conclusão da formação.

A Polícia Militar acompanhou toda a manifestação para garantir a segurança dos participantes e organizar o fluxo de veículos. Até o fim do protesto, o governo do Estado ainda não havia divulgado posicionamento oficial sobre as reivindicações apresentadas pelos candidatos.

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